Comédia da vida privada

Posted by | Posted in Realismo, Rádio peão | Posted on 05-11-2009

Hoje acordei [às 4am] com barulho de água escorrendo. Achei estranho mas, sonolento como estava, não dei importância. Apenas resolvi aproveitar pra dar uma mijada.

Depois da mijada resolvi tomar um gole d’agua. Abri a porta do meu quarto e, qual não foi a minha surpresa quando, descalço, sinto meus pés afundarem em uma poça gigante de água. Fechei a porta do quarto cuidadosamente e então acendi a luz. O que vi foi a visão do inferno: meu apartamento estava completamente alagado.

Imediatamente deduzi o que havia ocorrido: a máquina de lavar, que havia ficado ligada para que pela manhã a roupa estivesse pronta pra ser estendida, havia pifado e transbordava sabe Deus há quanto tempo. Um pife comum, devo dizer, e que até já havia acontecido antes: escapa uma merda de mangueirinha e isso faz o tal do automático parar de entender que o nível de água já foi atingido e continua pegando água infinitamente, e obviamente transbordando. Só que das outras vezes apenas a cozinha foi alagada, graças ao ralo que fica ali pertinho da própria máquina. Acontece que ontem havia um pano de chão obstruindo o bendito ralo, e a água não tendo por onde escoar, escorreu por toooodo o apartamento.

Cozinha, sala e banheiro social ficaram em miséria. Tapetes, calçados e até os carregadores dos notebooks que estavam largados no chão, tudo ficou ensopado. Caras, não consigo descrever a quantidade de água que havia. Sem contar que, por um triz, quase que a água escorre pela porta da sala afora, invadindo outros apartamentos e andares. Imaginem se isso tivesse acontecido! Felizmente não aconteceu, ou eu não estaria aqui pra contar a história: teria sido linchado.

Desliguei a máquina e a coloquei pra centrifugar. Tirei a camiseta, juntei um balde, um pano, e toda a disposição que se pode ter numa hora daquelas [alta madrugada, vale lembrar] e decidi, como bom marido que sou, enxugar tudo sozinho e sem fazer [muito] barulho. Puta idéia infeliz! Depois de umas 10 torcidas de pano meus dedos começaram a arder. Nego é pó de arroz, né, fazer o quê? Só que tem um porém: eu sou um paranaense valente! Segui firme no meu propósito e quando o dia já estava amanhecendo eu finalmente consegui finalizar minha tarefa.

Daí voltei pro quarto e acordei minha dona fazendo um carinho nos cabelos dela, como se nada tivesse acontecido. Ela acordou e estranhou o fato de eu estar suado [fedorento, né?] e perguntou pq eu estava naquele estado. Com jeitinho contei a saga pra ela. Tadinha, ficou toda comovida.

E a roupa que estava na máquina? Continua lá, centrifugada, esperando que eu chegue em casa e reencaixe a tal mangueirinha antes que a lavagem seja repetida.

Moral da história: ralos não são feitos pra serem tampados com um pano de chão. Estamos combinados?

Tudo junto ao mesmo tempo agora

Posted by | Posted in Realismo | Posted on 23-10-2009

Só tenho a dizer que estou participando, concorrentemente, de DOIS processos seletivos.

Então não esperem muitos posts espirituosos até lá pelo dia 15.

E não esqueçam de molhar as pranta.

Idas e idas

Posted by | Posted in Coisa séria, Realismo | Posted on 07-10-2009

O cara, meu amigo, que me trouxe pro meu atual emprego, está deixando a empresa. Vai aproveitar uma big duma oportunidade, e eu [e mais gente aqui] vai ficar com aquele sentimento de órfão.

Lupa, vá com fé, pq competência tu tens demais. E parabéns pelo neném que vem chegando!

Por que a humanidade caminha é pra frente.

Não me toque

Posted by | Posted in Rapidinha, Realismo | Posted on 28-09-2009

O moço vai pra feira de automóveis usados, cheio de boas intenções, vender seu Celtinha a um preço honesto, fica lá das 7:30 as 12:30 sem passar protetor solar ou usar um mísero boné.

Não queiram estar na minha pele [ou o que sobrou dela].

queimado_sol

A diferença entre eu e o cara da foto é que eu tive a esperteza de usar óculos de sol. Rayban.

Efeito dominó

Posted by | Posted in Coisa séria, Realismo | Posted on 24-09-2009

A pessoa não dorme bem, daí acorda de mau humor, daí não tem saco pra nada, daí sai dando coice em quem é inocente [tipo a própria mulher], daí a paciência dela acaba, daí ela revida o coice, daí os dois vão dormir de cara-virada, daí a pessoa não dorme bem de novo.

É tipo um ciclo, perceberam?

Resolução 17/2009

Posted by | Posted in Cinismo, Realismo | Posted on 04-09-2009

Todo e qualquer comentário aqui na obra que não me agrade, me ofenda, me chateie, me encha o saco, me perturbe, terá seu conteúdo deliberadamente alterado para có-có-ri-có. Isso sim é que é liberdade de opinião, né não?

Parabéns pela estréia, Lisandra!

Saindo do casulo

Posted by | Posted in Coisa séria, Realismo | Posted on 27-07-2009

Ontem meu irmão saiu lá de casa. Mudou-se pra um quarto num apartamento em um prédio relativamente perto do meu.

Botamos a mudança dele no meu carro sem esforço. Era só uma mala, um violão, duas mochilas e um colchão inflável.

Dei pra ele um cabideiro, uma mesa e uma cadeira dessas de boteco, que é pra ele ter onde apoiar pelo menos as camisas passadas e o computador.

Chegamos no apartamento novo e a dona estava terminando de dar uma geral no quarto dele. Tava limpinho e já tinha cortina.

Achei a dona simpática, comunicativa inclusive. O namorado dela também, muito educado, se apressava em ajudá-la. São jovens como ele, como nós.

E o Rapha lá, enchendo o colchão enquanto eu imaginava aquilo tudo um pouco mais organizado [o ap tava com aquela bagunça de mudança, sabe?], e me lembrava dos tempos em que eu também dividia apartamento com amigos. A diferença é que ele tinha conhecido aquelas pessoas há apenas dois dias, através de um anúncio na internet.

No ar uma aura de “somos todos legais, só precisamos nos conhecer melhor pra podermos ficar confortáveis uns com os outros”. Tentei colaborar com o clima “somos amigos de infância instantâneo” mas o nó na garganta atrapalhava. Devo ter passado uma imagem de “o irmão caladão” ou “o irmão antipático”. Paciência, depois eu corrijo isso.

Não enrolei muito, saí assim que colocamos tudo no lugar. Na despedida disse umas palavras poucas que pudessem tê-lo confortado e encorajado nessa nova etapa da vida adulta, mas não sei se consegui. Quase certeza que não. O abraço, em silêncio, deve ter surtido efeito melhor.

E ele ainda disse que o Celtinha é que era valente, por caber tanta coisa :)

Diário do ex-gordo. Dia fdp

Posted by | Posted in Realismo, Umbiguismo | Posted on 16-07-2009

Só tenho a dizer que não consegui dormir direito por causa da dor nos músculos do peito e dos braços.

Meu humor, que já não andava dos melhores, está insuportável.

Mas mesmo assim eu continuo me escondendo direitinho atrás da educação que minha mãe me deu, e ainda não rosnei pra ninguém hoje.

Alguém me joga um belisco, por favor!

Deixa pra lá…

Posted by | Posted in Bronca, Realismo | Posted on 10-07-2009

Essa semana rolou um workshop sobre o planejamento estratégico da empresa. De terça até hoje, todas as manhãs foram dedicadas a palestras e atividades que ajudassem a esclarecer o que e como devemos fazer de acordo com os novos objetivos da empresa pra dominar o mundo.

Na segunda-feira de tarde, porém, recebi uma atividade com prazo pré definido [hoje], diante do qual não poderia participar do workshop. Todo mundo ali, sentado em big puffs multi-coloridos, e eu aqui, munido de fone de ouvido e uma playlist que me permitisse me concentrar no meu trabalho e cumprir meu prazo.

É claro que fiquei bem, mas beeeem decepcionado. Na terça e quarta-feira devo admitir que estava mesmo é bem puto com a situação. Achei uma mega sacanagem ser obrigado a ficar aqui, workando, enquanto todo mundo estava numa atividade evidentemente mais divertida. Ontem, com 90% das minhas atividades concluídas, já não me sentia puto, mas a frustração de não ter participado continua.

Agora, por exemplo, ta todo mundo ali [quando digo 'ali' quero dizer a 3 metros de distância, vendo alguma apresentação ou envolvido em algum debate sobre algum assunto mais interessante do que os meus afazeres], participando engajadamente da concepção de processos e atividades que serão estabelecidos em prol de um objetivo maior e para o bem de todos [amém]. Eu até poderia ir ali, já que já cumpri meu prazo, e tentar contribuir de alguma forma mas não, vou ficar na minha. Não que eu tenha alguma coisa relevante a dizer, sugerir, propor, mas como fui obrigado a priorizar uma lista de correções “urgentíssimas” inadiavelmente pra hoje [haja vista que ninguém me perguntou se dia 10 seria um prazo suficiente], e como já me conformei em não ter participado [afinal eu sou assim, não guardo rancor], prefiro ficar na minha.

Na quarta-feira de manhã, uma das gerentes que veio de Sampa pra coordenar o workshop, chegou em mim e brincou, apontando pro meu headphone: “menino, isso aqui está te isolando de tudo, tira isso, se socializa, se integra” [ou algo nesse sentido]. Mal sabe ela que não estou usando o fone pq sou anti-social, mas pq ele me ajuda a focar no meu trabalho afim de cumprir meu prazo. Mas não retruquei, não respondi, dei um sorriso amarelo, vesti de novo meu fone e voltei ao trabalho.

Fica bem claro que temos um longo caminho a percorrer, afinal se não conseguimos nos organizar para que efetivamente todos participem de uma atividade destinada a todos, é porque algo não vai bem. E não, essa conversa de “teve mais gente que não pode participar do workshop” não me consola. Mesmo.

Desprestigiado e frustrado são as palavras.

Pressentimento

Posted by | Posted in Absurdo, Realismo | Posted on 03-07-2009

Sinto que vou ficar offline o final de semana todo.

Cliente Net, devido problemas técnicos haverá ausência de sinal na sua região. O prazo máximo para resolução é dia 03/07 as 15hs.

Desconsiderando que o problema, na realidade, começou ontem.