FILHADAPUTA. E o mundo tá cheio deles.
Eu contei que fui no feirão vender o celtinha mas não contei o resultado, né? Então senta que lá vem história.
Teve um rapazinho que apaixonou no carro [quem não se apaixonaria, não é mesmo?]. Daí fez uma proposta 1.5k a menos, e eu obviamente recusei. No meio da semana passada ele me ligou, e perguntou se eu ja havia vendido o carro [não tinha] e queria saber o minimo que eu fazia no carro, eu tirei 0.5k e ele disse que ok, só precisaria aguardar o fim da greve dos bancários pra gente fechar o negócio. Palavra dada, acordo selado, e o imbecil aqui deu o carro como vendido, espalhou a notícia aos 4 ventos e comemorou. Liguei no sábado pra saber se o negócio continuava de pé [ecq] e aí ele voltou no papo de querer pagar 1.5k a menos, e como eu não cedi ele desistiu do negócio. Filho duma égua. Aconcete, né? Foi bom pra eu aprender. Esse foi o desgraçado número 1.
Daí ontem fui pro feirão novamente, botei lá meu celtinha e o kadettão [que trouxe de Goiânia no sábado]. Lá pelas tantas, eu já até desanimado com a falta de interessados no kadettão, e me aparece um. Olhou, olhou, gostou, admirou, achou o preço honesto, e aí pediu pra funcionar o motor. De dentro do carro pude ver a careta que ele fez quando o carro ligou. Revelou ser mecânico, e disse que o motor do Kadett estava batendo, que teria que fazê-lo, e que por isso o máximo que poderia dar pelo carro era 3.5K a menos do valor que eu pedi. Ou seja, o cara queria levar o carro praticamente pela metade do preço! Fiquei tão chateado com a notícia de um motor prestes a fundir que o máximo que consegui foi dizer que ia pensar. Anotei o telefone dele e fui pra casa. Troquei umas idéias com a Valéria e, confesso pra vocês, eu estava bem predisposto a aceitar a oferta só pra me livrar da dor de cabeça.
Daí hoje vim trabalhar com o Kadettão, torcendo pra ele aguentar chegar aqui no plano. Fui direto pro primeiro mecânico que mexeu nesse carro aqui em Brasília, André, cabra bom, super recomendação do Lupa [amigão meu]. Contei a história e pedi pra ele me fazer um diagnóstico do motor. Bati na chave, o André deu uns puxadões no cabo do acelerador pra ouvir o tal barulho, e então abriu um sorrisinho [ele não é de muita conversa. o que é ótimo, aliás] e veio me perguntar “Esse cara aprendeu mecânica por correspondência?”. Respirei aliviado. O carro de fato tá fazendo um barulhinho num rolamento não sei das quantas, mas é coisa simples, questão de cento e poucos reais. Deixei o carro lá pra fazer o serviço e assim evitar que outro FILHODAPUTA venha me dizer que meu carro só vale a metade por causa do estado do motor. E essa é a história do marreteiro desgraçado número dois.
A vida no feirão de carros é assim, amigos. Aparece muita gente, alguns até interessados de verdade. Mas o que aparece de picareta, marreteiro, corno dos infernos, não é brincadeira. Mas deixa comigo. Vou consertar o Kadett e ligar pro tal Antônio, o que quer o Kadettão, e dizer “Amigo, eu fiz o motor do Kadett, quer vir pegar ele por 8 paus?”. É como eu digo: pra vender o carro bem, é preciso ter argumentos.
PS: ontem eu esqueci de passar protetor solar, mas lembrei de levar boné. E o tempo deu uma ajuda, não fez Sol hora nenhuma.