Pau no cú de quem lê em pé em coletivos.
Explico: ontem peguei o metrô mais lotado de toda a minha vida, e o pior é que a porra parecida uma biblioteca! Umas 8 pessoas em pé lendo alguma coisa. Senti ódio de quem estava lendo em pé, tomando espaço que poderia acomodar confortavelmente mais uma pessoa. Isso pra não falar no ar de superioridade delas, né? Como se livro de auto-ajuda, Veja, Caras e edital de concurso fossem grandes coisas.
E eu ali, espremido, com uma mochila enorme desgraçada e um trambolho de um umidificador que estava levando pra manutenção.
E por falar em vaporizador, pau no cú do clima dessa cidade. Deveríamos estar todos em casa, respirando com o auxílio de toalhas molhadas. O ar está irrespirável.
Aproveitando o embalo, pau no cú da Mobile, aquela merda de loja que não dá conta de entregar duas banquetas pagas à vista, HÁ DOIS MESES, oncinha sobre oncinha. Sim, eu disse ONCINHAS.
E essa semana que não acaba nunca. Segunda feira fiz uma jornada de 22h e, confesso, não estou prestando pra nada desde terça-feira. Pelo menos não participei de mais nenhuma conference à 1:30 da manhã, com uma renca de diretores insanos. Pelo menos isso!
Sabe qual é a merda? A gente, que é competente, paga pela incompetência dos bostas [não, não, não estou falando dos diretores. tô falando de uma peãozada que trabalha aqui no criente. os diretores, coitados, são só vítimas dos bostas que a empresa deles contrata. bem-feito! quem manda preferir uma dúzia de paspalhos do que 3 ou 4 caras foda? é que sai mais barato, né? ah, tá.]. É bem isso.
E tem a Valéria, que anda preocupada porque não sobra nada do meu salário. E eu: calma, benzinho: eu vivi a vida todinha desse jeito. Vâmo que vâmo!
Vou arrumar outro emprego. Mas não quero nada que tenha a ver com computadores. Nada! Tô pensando seriamente em distribuir panfletos de imóveis. Lá em Águas Claras esse ramo deve dar muito dinheiro, porque vou te contar, viu!
E tem meu irmão, agoniado com o fim da faculdade e a dificuldade em se colocar no mercado de trabalho.
Pau no cú do mercado de trabalho!
E hoje tem escolinha de inglês. Sabe que eu tô meio que enchendo o saco? Ah, eu queria estudar numa turma mais avançada, com gente que conseguisse falar ao menos duas frases fluentemente, sem medo de errar.
Pau no cú de gente cagona.
E aqui na firma eu vou mudar de projeto. Já contei, né? Contei não? Então deixa pra lá...
Cronobiograma Feminino 1 aos 5 anos: A mulher não tem a mínima idéia do que ela seja.5 aos 10 anos :
Sabe que é diferente dos meninos, mas não entende porquê.10 aos 15 anos:
Sabe exatamente por que é diferente, e começa a tirar proveito disso.25 aos 30 anos :
Nessa fase formam 5 grupos distintos:G1 - As que casaram por dinheiro
G2 - As que casaram por amor
G3 - As que não casaram
G4 - As que simplesmente casaram
G5 - As inteligentesG1: descobrem que dinheiro não é tudo na vida, sentem falta de uma paixão.
G2: descobrem que paixão não é tudo na vida, sentem falta do dinheiro.
G3: não importa o dinheiro e a paixão, sentem falta mesmo é de um homem ...
G4: não entendem por que casaram.
G5: descobrem que ter inteligência não é tudo na vida.30 aos 35 anos:
Sabe exatamente onde errou e tinge o cabelo de loiro. Vai para academia.35 aos 40 anos:
Procura ajuda espiritual.40 aos 45 anos :
Abandona a ajuda espiritual e procura ajuda médica, com analistas e
cirurgiões plásticos.45 aos 50 anos:
Graças aos cirurgiões sua bunda e barriga (quase) voltaram ao normal, seus
peitos ficaram melhores do que eram e explode uma paixão pelo seu analista.Após os 50 anos:
FINALMENTE SE DESCOBRE, SE ACEITA E COMEÇA A VIVER !Mas aí vêm a osteoporose, o reumatismo, a pressão alta, a taquicardia, o colesterol alto, etc....... e fode tudo.
By Valéria, a danadinha.
Faleceu o esposo da Fal.
Fal, que a tua fé e o abraço de teus queridos lhe sirvam de conforto.
Eu não os conheço, mas conheço a dor da perda, e sei que muito pouco pode ser dito para amenizá-la. Fique em paz, força pra ti! Meus pêsames.
Desde segunda-feira estou trabalhando sem mouse. Culpa minha, que esqueci o bichinho lá em casa. Tudo bem, é bom que eu aprendo a dar valor nesse perifericuzinho que serve tão bem de saco de pancada.
Ontem fui numa reunião do freela, apresentei uma solução pra um problemão do produto. A dona ficou feliz que só. E eu também, que o restinho que tá faltando pra receber vai rolar logo-logo.
E daí a Valéria foi dar umas bandas pelo centro de Taguatinga. Foi ao cartório, ao Extra e ao correio. Andou mais que notícia ruim. Resultado: tive que chegar em casa e fazer uma massagem caprichada.
Domingo preparei um café-de-cinema e levei na cama, pra ela. Ela reclamou que está ficando mal acostumada. Desaforo!
Eu contei que o sofá foi entregue meio quebrado? Pois é. Um dos pés não tá lá aquelas coisas. Mas hoje um técnico vai lá, resolver o problema. Jura, né?
Sobre as banquetas: estou pensando em cancelar a compra [feita há quase 60 dias].
O foda é que eu não quero cancelar, porque as banquetas são do mesmo modelo das cadeiras, na mesma cor e tudo... e não se encontra em outra loja. A pessoa quando tá cagada, não tem jeito.
E a Valéria lá em casa, estudando que nem uma condenada.
Será que eu acho livros de fonoaudiologia pra baixar no emule?
Ontem teve sanduíche natural, que ela é uma esposa muito preocupada com a minha saúde.
Esse post ficou um lixo. É que eu ando meio desmotivado aqui com a obra.
HABLAS SPAÑOL?Para aqueles que dizem que Espanhol é fácil, quase igual ao Português ...
Traduza a frase abaixo:
"LA VIEN UN TARADO PELADO COM SU SACO EN LAS MANOS CORRIENDO ATRAZ DE LA BUSETA."
Traduziu ? Acertou ? Tem certeza ?
Tradução:
"LÁ VEM UM TONTO CARECA COM SEU PALETÓ NAS MÃOS CORRENDO ATRÁS DO MICRO ÔNIBUS."
Pois é, além de não saber coisa nenhuma de espanhol, só pensa besteira !
[by Valéria - acredite quem quiser]
Então eu esqueci aberto os comentários do post de sexta abertos, né? Eu não faço nada direito mesmo. Impressionante!
Eu preciso ser franco com vocês: pra mim tem sido melhor SEM os comentários do que COM eles. Era engraçado e tudo e tal, só que, pra mim, por enquanto, não dá mais.
Eu gastava tempo demais lendo e respondendo os comentários. Agora pisei no chão: meu salário não é pago pelas gracinhas que eu faço aqui nos posts ou ali nos comentários. Infelizmente, aliás, mas não é.
Deixar aberto pra que os leitores batam papo, pra mim, é muito desconfortável. É como se houvesse uma festa no meu quintal enquanto eu estudo pra prova, trancado, no quarto, sem poder interagir, participar. Não espero que concordem ou compreendam isso, aliás eu não devo satisfação pra ninguém aqui, mas é o mínimo que posso fazer por quem já tanto me divertiu.
Não levem pro pessoal, não é nada contra ninguém especial. Tem gente achando que é castigo, que é revide, que é birra, que é vingancinha, e até jogada de marketing. Não é. É só uma vontade, mais que isso, uma necessidade de ficar numa boa.
É claro que eu sinto falta das horas de bate-papo, mas enquanto eu não puder participar da festa, não terá festa. Enquanto isso, os comentários continuam abertos: por e-mail.
Ô semaninha que passou ligeiro, né?
Ô doido.
Uma crise desgraçada de rinite.
Uma missão [quase] impossível pra resolver aqui na firma.
E esse climão ruim reinando, cada um querendo pular fora antes do outro.
E eu na minha...
E nada das banquetas. A previsão? Próximo sábado.
Coisa mais triste é fingir que não tem catarro, né? Puta merda...
Eu queria era ir pra casa, pra poder assoar o nariz com toda a força que eu quisesse.
Assoar aqui na firma? No banheiro? E mostrar que eu sou um fraco, um catarrento terminal? Nunca na vida!
Pelo menos entregaram o sofá.
[ou A estranha arte de acabar com o sossego de um cidadão]
Receber um email, com cópia pra Deus e os Diretores, solicitando uma correção crítica tanto em termos de sistema quanto em termos de negócio-estratégia-marketing-posicional, implica, necessariamente, em várias noites mal dormidas.
Dois amigos em um bar, conversando:
- Se por acaso eu transasse com a sua mulher, continuariamos amigos?
- Não!
- Ficariamos inimigos?
- Não!
- Como assim, deixariamos de nos falar?
- Não!
- Porra, então ficariamos como?
- Quites...
Trechos de e-mails recebidos com caráter de [não]comentários:
"Os comentários do seu blog por muitas vezes me chocavam, realmente... e olha que sou uma pessoa que não se choca fácil.""Estava em uma semana muito pesada, cansada e precisava de algo para me distrair, logo que entrei em seu blog, vi seus textos bem humorados e outros nem tanto, mas todos com inteligência, e era isso que estava precisando!"
Publicados sem autoria porque, enfim, não pedi autorização. As usual.
Eu tô indo, ligeiro, pra te buscar.
Falta pouco, questão de horas, que eu conto, pra te abraçar.
Eu quero muito, com meu carinho, te ninar.
Vou te contar, falta pouco, não dá pra esperar,
as oito horas, ou nem isso, que estão faltando, pra eu chegar.
O meu touchpad tá queimando a ponta do meu dedo. Note de merda [merda quente. muito quente, aliás].
Acabou o estoque de "tudo bem você passar uma semana em Goiânia".
A bosta do trânsito só me fode. Ontem eu demorei uma hora e meia pra chegar em casa. Hoje eu vou tentar outro caminho.
O barulho do meu ramal me irrita.
O congestionamento pra voltar pra casa é um cú.
Meu sapato não vê uma graxa há mais de uma semana.
O botão esquerdo do meu mouse tá um lixo.
E essa tosse de cachorro que não me larga.
Sim, tem uma explicação: eu quis.
Várias pessoas [17, eu contei] me perguntaram, por email, qual o motivo de eu ter fechado os comentários. Até gente que nunca comentou aqui [dá pra acreditar?!].
Eu não tenho que dar satisfação pra ninguém sobre as minhas razões, mas em suma é que eu cansei de me irritar, de me sentir incomodado com os comentários. Eu brinco? Brinco. Eu dou liberdade? Dou. Só que inconveniência cansa.
Mas ninguém tem culpa. Ninguém além de mim mesmo, que não fui claro o suficiente quando o assunto era sério e não soube lidar com comentários [cada vez mais] inconvenientes.
E também não estou chateado com ninguém. Durmam em paz...
Espero que vocês continuem acompanhando a obra, e comentando [por e-mail] quando sentirem vontade. Pra bater papo, agendar fodas, dar chiliques, pagar de gente-fina, subir no banquinho, e coisas do tipo, é melhor usarem o e-mail, msn, skype, gtalk, whatever de vocês.
É melhor pra todo mundo.
Hoje tem aula de inglêêêês?
Teeeem sim sinhôôôô!
Hoje tem que trabalhar no freelaaaaa?
Teeeem sim sinhôôôô!
E por isso vai ter que faltar na aulaaa?
Teeeem sim sinhôôôô!
Hoje, 7h da madrugada, me liga um tiozinho querendo entregar o sofá. Ao invés de ficar puto fiquei admirado com o racicínio do cara: "Ontem eu liguei na casa do sinhor e ninguém atendeu, então o sinhor desculpa tá ligando uma hora dessas...". Não se preocupe, meu caro trabalhador! Eu tenho mais é que agradecer tua proatividade!
Ficou agendado pra próxima terça-feira :)
Mas as banquetas, nada ainda.
Ontem trabalhei até as 2 da manhã, implantando aquele freela. E vou ter que voltar lá hoje de noite. Pensem num bagaço. Sou eu.
Eu sei que eu tô ficando repetitivo, mas estou com uma saudade lascada da minha dona...
People are watching me. I'm realy scary! | 3
"Se o direito do próximo começa aonde termina o meu, o próximo se fudeu."Ou: Tá jurando que eu vou faltar na escolinha de inglês só pra cumprir um prazo que não é meu, né?
Um freela, que eu devia ter entregue no final de semana, começa a me enrugar a testa. A gente quer fazer as coisas direito e, mesmo assim, se lasca. Nem previsão de pagamento eu tenho. Nem previsão!
E daí ontem eu passei no shopping pra postar um lance no correio. Não consegui porque a caixinha do Sedex tava em falta. Fiquei aborrecido e passei na Americanas pra comprar a janta: pacotão de Ruffles e duas barras de Suflair Alpino. E uma coca de 600, lógico.
Fui comendo no caminho pra casa mesmo. Parecia um morto-de-fome.
Não contente, parei numa lanchonete pra comer um x-bacon-filé-salada. Como não estava com muita fome, mandei substituir a salada por um ovo frito. Pra acompanhar, uma latinha de coca.
Aí lembrei que aquela lanchonete havia sido indicada pela Paula, uma blogueira aposentada, das primeiras que eu li na vida, e que se transformou em minha leitora-vizinha. Liguei pra ela e ela foi lá me conhecer. Mó legal essa parada de conhecer gente nova. Principalmente se a pessoa for engraçada, inteligente, descolada e querida. Paula, bora combinar aquela noitada sertaneja, heim!
E a casa daquele jeito: louça da janta de sábado sobre a pia.
Aqui na firma daquele jeito: um tanto de gente desmotivada, trabalhando contrariada, e eu tentando não me contaminar com o clima de "vamos arrumar outro lugar pra trabalhar".
Valéria com dores de cabeça frequentes. E essa porra da carteirinha do convênio que não chega nunca. Ligo em Sampa pra saber do andamento e a mocinha só faz dizer: "Vou estar analisando o que possa estar acontecendo e estarei te ligando pra poder estar te informando o andamento do processo.". É difícil, viu!
E até agora nem notícia do sofá e das banquetas. Se eu pego esse povo na reta, olha, faço miséria.
Voltando a falar de freela, tive que voltar pra um que entreguei antes de me casar. Tá dando um erro sinistro e o pior é que não tô conseguindo resolver! E o meu prazo acabando...
Mas esse fim de semana eu vou pra Goiânia, doa a quem doer. Aliás, em mim já tá doendo.
E aí, tão achando estranho esse negócio de não poder comentar? Aposto que estão trabalhando beeem mais. Taí: achei meu jeito de ajudar o Brasil! "D
Esqueci de dizer que as tijoladas estão suspensas nessa obra.
Por tempo indeterminado.
Reclamações, sugestões e elogios, falar com a gerência.
... saber preservar o que é importante.
[
Esposa viajando. Marido num happy hour com amigos, recebe o convite pra ir pra uma outra festa, acompanhando uma amiga. Ele topa o convite.
Minutos depois, marido na casa da amiga, esperando ela terminar de se arrumar, toca o telefone:
- Oi amô, tá em casa?
- Não, tô na casa duma amiga.
- É?
- É. A gente vai numa festa.
- Hmm. Que estranho... vc disse que ia só num happy hour...
- Sim, mas aí ela fez o convite e eu topei. Nada demais né?
- Nada demais? E se fosse eu?
- Vc estaria com um amigo seu?
- Uai..
- Amor, nada a ver. Não tem nada a ver. Vou ali com ela só pra me divertir um pouco, uai...
- Tá bom, Gustavo. Eu vou desligar porque estou com sono, quando eu voltar a gente conversa. Tu tu tu tu tu..
O marido vira pra amiga e pede pra deixá-lo na estação do metrô.
Trinta minutos depois, o marido liga, do fixo [que é pra endossar a boa ação] pra esposa:
- Meu bem, tô ligando pra dizer que você tá coberta de razão, eu devia ter avisado. Vim direto pra casa, fica em paz, tá bem?
- Tá. Boa noite...
]
Discussão de gente civilizada é assim. Porque o tempo de panelas voando pela janela, já foi.
A Valéria foi hoje de manhã pra Goiânia. Dá um nó na garganta só de lembrar.
Serão dez dias cinzas, sem cor, sem calor, sem humor.
Ah, não é tanto tempo assim? Pois eu te digo: experimente ter uma esposa que te aguarde, ansiosa, sempre com o abraço mais envolvente. Experimente ter uma companheira que se despeça de ti, pela manhã, com o beijo mais doce. Tente ser marido da mulher que povoa 8 entre 10 pensamentos seus. E aí cogite ficar sem isso tudo. Por 10 dias.
Eu bem que tento, só que não consegui ainda.
| 57
A coisa aqui supitou, meus caros, e devo passar um bom tempo praticamente ausente. Tomem conta pra isso aqui não juntar de mendigo, tá?
E não esqueçam de aguar as pranta [porque obra de homem casado tem pranta. sério, mesmo.].