
Eu sou um poço.
Dá pra imaginar o que tem lá no fundo, até parece que dá pra ver o que tem, mas não dá. Eu não sou raso assim.
E a boca? Imensa! E aberta, o que é pior.
Soterrar é bobabem, vou continuar sendo um poço.
O lance é parar de beber da minha água.
Adivinha!
Na seca eu estava há mês e meio atrás.
No momento eu estou é desesperado.
E piorando...
E aí, adivinhou quais são meus três desejos?
Eta diazinho que ninguém merece. Na verdade o domingo é legal, mas este está um saco.
Estudei o dia todo, com uma breve pausa pra comer uma moquecazinha [que eu também não sou de ferro]. Tanto que estou com dor de cabeça.
E amanhã é segundona.
Não é á toa que vai se aproximando as 21h e a gente vai ficando com aquela vontadinha de se matar, né? PQP!
Felicidade é parar a leitura de um livro pra dançar, com as portas tremendo com a altura do som improvisado na sala, aquela música em inglês que eu não sei o nome e nem entendo a letra.
Não é que eu sou ridículo [como diria um virginiano], tampouco excêntrico [como diria um pisciano], se eu uso óculos de sol enquanto fumo um Marlboro na sacada. É só que eu gosto de usar óculos de sol e me sinto bonito e confortável assim.
Eu fico lendo crônicas e fico assim, querendo escrever que-nem-igual o autor. Até coloco esses títulos pseudo-filosóficos de merda no post.
O meu navegador tá travado e por isso tô escrevendo esse post no rodapé de um doc que estou estudando.
Viva o shuffle do WinAmp.
Saudades é dançar sozinho aquela música da Nana Caimmi [tem um y em algum lugar que não importa agora -mas veja, eu sei que tem dois m's] abraçado com uma almofada, querendo que a namorada, que tá lá em Goiânia, estivesse aqui.
Blog de homem apaixonado é uma bosta.
A música da Nana chama-se Resposta ao Tempo.
Mobilidade é levar o notebook pra cama e navegar na net com uma conexão wi-fi. Soberba é citar o notebook em dois posts seguidos. Honestidade é reconhecer a própria soberba.
Preguiça é saber que tem que voltar a estudar mas gasta um segundinho pra pesquisar a letra da Resposta ao Tempo. Na verdade acho que o nome disso é Irresponsabilidade.
O título desse post devia ser Dicionário.
Resposta ao tempo
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter
O argumento
Mas fico sem jeito calada ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Por que sabe passar e eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo
Recordo o amor que perdi ele ri
Diz que somos iguais se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso ele não vai poder
Me esquecer
Vou dar uma pedalada agora mesmo. E seja o que Deus quiser.
| 5
Ontem eu comprei 3 livros, né? Já disse.
Hoje acordei e resolvi me divertir um pouco, alimentar as lombrigas de ser publicitário, e comecei a ler Os piores textos de Washington Olivetto.
Além de já ter aprendido meia dúzia de novos nomes de ícones da publicidade mundial [como o inglês David Ogilvy e o italiano Jerry Della Femina], tomei coragem pra começar anotar no próprio livro [marcar, anotar, rabiscar, grifar, rasurar] ou em outra mídia qualquer [como esse blog].
Ah, fala sério né? Pra quê comprar um livro se eu tiver que idolatrá-lo? Tratá-lo como um bibelô se eu nem sei o que é isso! O livro é meu e decidi que posso dobrar páginas, fazer orelhas, dormir em cima e babar se for o caso [tá, isso soa um pouco exagerado mas é só modo de dizer, então não façam isso em casa]. O que eu quero dizer é o seguinte: como não dá pra dar um CTRL+F então vou marcar as citações que eu achar importantes ou imaginar que um dia possa querer encontrar aquela-frase-que-eu-li-aquela-vez-naquele-livro-e-queria-ler-de-novo.
Então tá. Abaixo uma coisinha que grifei durante a leitura e decidi compartilhar aqui também:
...publicidade brilhante é uma das poucas coisas dentro da lei que se pode fazer pra levar uma vantagem significativa sobre o concorrente.| 0
Fui ali no Pátio, almoçar.
Aí sabe como é, a gente passa numa lojinha de materiais esportivos e fica namorando as bikes, passa na livraria e namora os livros...
A bike felizmente eu consegui me controlar e não comprei. Ainda tô procurando o melhor custo/benefício e também estou avaliando a possibilidade de mandar uma de CG pra cá. Mas entrar na livraria ás vésperas do aniversário é foda. Você pensa:
Poxa, eu trabalho 8 horas por dia, sou educado, competente e ajudo minha família. Eu mereço estes 3 livrinhos!!! Pena que aqui na Siciliano não tem mais a seção de CD's. E essa atendente é tão g.. ops, tão atenciosa!
Não resisti, não teve jeito: acabei comprando 3 livrinhos pra mim.
O sol dos Scorta - Laurent Gaudé [porque é cult]
Memórias de minhas putas tristes - Gabriel García Márquez [porque tá na moda]
Os piores textos de Washington Olivetto - o próprio [porque eu também preciso me divertir]
Aguarde as cenas dos próximos capítulos. | 0
Tu já reparaste que mudei a descriçãozinha ali do lado, do rapaz aqui, né?
Não é mais
brasil. 15.09.81
computadores.
solteiro.
Agora é
brasil. 15.09.81
computadores.
namorando.
Vai tirando o zóio de cima de mim que eu tenho dona! | 0
Meu aniversário tá chegando. Cê tá ligado, né?
Pra facilitar a sua, a minha, a nossa vida tá aí a minha lista de presentes, em ordem de desespero de vontade de ter.
- Ipod Shuffle
- Bike
- Asa delta
- CD's cult
- Livros cult
- Helicóptero
- CK be ou 212 Men
- Pára-quedas
Esse meu consumismo é que me mata. | 1
Só agora me dei conta que os arquivos aqui do blog não tão funfando.
Daqui uns 6 anos já arrumei.
Casa de ferreiro...
Eu não dei, mas queria dar. Aliás, faz é tempo que não dou [desde que me mudei pra Brasília] e quem já deu sabe: a gente nunca esquece!
Semana passada eu soube de um estabelecimento privado, lá no Gama [leia-se loooonge-que-só-um-trem], que tem uma vaga pra quem quer dar. Como eu tava afim [não só pelo prazer de dar, como também -e principalmente- pela grana], mandei meu cv. Tá.
Aí, quando foi ontem, recebi um email de um picagrossa lá, pedindo maiores detalhes meus, minha experiência em dar, se eu já dei antes, quantas vezes, onde, pra quem, durante quanto tempo... essas coisas que o contratante sempre quer saber mas fica com preguiça de ler o cv que a gente mandou no email anterior. Blah! Tudo bem. Respondi tudo bonitinho, caprichei no português, me fiz de desinteressado na grana e tal. Beleza.
Aí lá vem resposta de volta, dizendo que eu havia sanado os esclarecimentos necessários e que querem que eu vá lá, quarta-que-vem, dar uma amostra do quanto eu sei dar. Já disse pra eles que eu domino o assunto e tal, mas mesmo assim querem ver na prática. Faz parte da seleção e eu adoro me exibir mesmo.
Agora tô aqui, com menos de uma semana pra preparar minha apresentação. Tô tranquilo, felizmente já consegui controlar a taquicardia e agora os batimentos não passam de 225 bpm [ufa, é um sufoco quando fica perto dos 300 bpm] e a sudorese não encharca mais a minha camisa. Vejam como eu sou mesmo uma pessoa tranquila, nada ansiosa, e que sabe se controlar! É que faz quase dois anos que não dou... tô no receio de ficar tímido.
Mas enfim, se eu passar no teste, meus alunos de banco de dados é que me aguardem!
Foi u cão qui butô pra nóis jogá!
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O pau tá quebrando ali no meu vizinho e a economia tá cagando mole!
Tô chocado.
W3Schools HTML Quiz [link]
Result:
18 of 20
90%
You can be proud of yourself!
Time Spent
4:08
W3Schools ASP Quiz [link]
Result:
14 of 20
70%
Almost! Study a little more and take the test again!
Time Spent
6:19
W3Schools JAVASCRIPT Quiz [link]
Result:
15 of 20
75%
Almost! Study a little more and take the test again!
Time Spent
4:15
W3Schools SQL Quiz [link]
Result:
20 of 20
90%
Perfect!
Time Spent
4:51
- Evite acender incensos encaixados entre o braço e o assento do sofá.
- JAMAIS esqueça um incenso aceso encaixado entre o braço e o assento do sofá.
- Para apagar o início do incêndio causado pelo incenso que você esqueceu acesso entre o braço e o assento do sofá, não use uma tampa de plástico [mesmo que ela seja dessas que podem ir ao microondas].
- Criança que brinca com fogo faz xixi na cama.
Perguntam a uma loira qual a diferença entre mamilo e mama.
Ela, depois de pensar muito, responde:
- Mamilo é o que me chupam... mama é uma ordem.
Eram 7 e meia da manhã. Mensagem no celular. Era a Valéria cobrando de mim a data do início do nosso namoro, que ela jurava que eu não sabia. Eu sabia e respondi: 16 de julho. Voltei a dormir mas BIP!, chegou outra mensagem. Da Valéria, de novo. Só que agora pra dizer que, como prêmio, eu ganharia muitos beijinhos por volta das 11h, porque ela já estava a caminho de Brasília!
Foi uma baita surpresa! E eu achando que ela estava me preparando um doce especial ou coisa do tipo quando, no sábado, me mandou uma mensagem dizendo que faria uma surpresa pra mim.
Passamos a tarde juntos, comendo um prato de frutas que eu preparei, e uma meia lata de leite condensado, e... bom, o resto não é da conta de vocês.
Só pra registrar: eu não posso com mulheres ousadas-surpreendentes.
Hoje acordei bem cedinho, ás 11, e saí pra tomar café. Uma refeição leve [dois pedaços de bolo de fubá e um copão de café com leite].
Aí peguei a bicicleta do Fábio emprestada e fui dar uma pedalada. Fui até o Parque da Cidade e fiz a maior pista que havia e aí voltei pra casa. Devo ter pedalado uns 15km e suado uns 15 litros. Do cotovelo pra baixo [onde o sol pegou] meus braços estão meio roxos, com um aspecto necrosado, mas acho que passa logo. Muito bom, pra um iniciante.
Em casa decidi fazer um almoço leve [tudo em nome dos padrões internacionais de beleza]: feijoadinha light.
Duas horas depois e 3 cervejas a mais, voltei pra casa e tirei um cochilinho de 15 minutos. Aí o Fábio me ligou [esse povo não me dá sossego] convocando pra participar de um jogo de voley com a galera. Aquela região do braço que parecia necrosada agora começa a soltar um líquido que está me incomodando um pouco, mas nada que umas fronhas enroladas não resolva.
Depois da exaustão esportiva, que só encerrou quando o sol se pôs, voltamos todos pra casa e decidimos fazer uma jantinha básica, bem leve: cachorro quente.
O lado bom disso tudo é que não estou sentindo nada. Nada abaixo da sobrancelha.
Como vocês podem ver, meus pais devem se orgulhar de ter um filho tão ajuizado [embora cotó, se essa coisa no meu braço não parar de arder, vou mandar arrancar!], como eu.
| 1
Hoje é sexta, já sentiram o clima, né? Vontade de trampar: 0 [zero].
Amanhã é sábado e não vou pra GYN.
Ontem eu assisti o episódio do A Grande Família e tô querendo fazer igualzinho o Tio Mala ficava fazendo, chamando quem bem quisesse de imbecil. Pois é, eu sou um ser altamente influenciável.
O Humor da sua mãe vai bem, né? Porque o meu...
Eu sou um namorado ausente e preciso de ajuda. Como é que a gente faz pra confortar a namorada que está há 250 km da gente?
Será que ligar e dizer que meu dia só é perfeito quando a vejo, ajuda?
E se eu mandar uma mensagem dizendo que adoraria estar ao lado dela só pra cobri-la de beijos? Ou mandar um poeminha, bem bobo, que eu mesmo fiz pra ela? Ligar cedinho só pra desejar bom-dia e contar que sonhei com a gente? Mandar mensagem com uma sacanagenzinha que, embora negue, vai manter a cabecinha dela ocupada com outros pensamentos?
Eu sou o pior namorado ever. Pode falar!
No Messenger de uma colega de trabalho:
Para ser feliz com uma pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Eu, como não leio coisas desse tipo que chegam por email, sou obrigado a usar coisas bem menos interessantes no nick, como o placar do jogo de ontem e os planos pra bebedeira de logo mais. | 2
A nova febre aqui na empresa é ficar procurando lugares com o Google Earth.
Se você já instalou, pegue aqui a localização da minha casa.
Se você é meu leitor e já localizou a sua casa, me manda o atalho por e-mail, per favore!
+
Clique com o botão direito sobre o link e escolha a opção Salvar destino como...
Salve em alguma pasta do seu computador e troque a extensão do arquivo de txt para kmz.
Agora dê um duplo clique no arquivo "D
Não dá mais. Eu pre ci so de mais espaço pra mim.
E por isso a gente vai providenciar um apartamento novinho, com um quarto só pra mim.
Não vejo a hora!
Ontem encontrei online a Malú, amigooona lá de Santarém-PA [aquela que produziu e fotografou meu ensaio pornô].
Saudadona de você, viu!
Eu não tenho raiva de quem me manda arquivos ppt.
Eu tenho ódio é da onça, que não comeu essa gente enquanto era pequenininha.
Não é possível. Antigamente as pessoas queriam ser gente quando crescessem. Queriam ser médicos, professoras, engenheiros, astronautas... Depois o mundo deu uma debundada e as pessoas preferiam ser atrizes, modelos, jogadores de futebol e artistas em geral. Agora percebo que realmente chegamos ao fundo do poço porque tem gente sonhando em ser famosa produzindo essas animações nojentas!
Neste período, que vai de 16/08 (hoje) a 17/08, a passagem do Sol pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos meses, Gustavo. A Lua em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência de suas emoções, mas sugere também uma certa instabilidade emocional. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 8 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais.
Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar?
Só pra deixar claro: eu não acredito nessas coisas de horóscopo nem nada. Só postei isso porque eu recebo por email e eu tô sem assunto.
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Voltei. Já.
Bosta!
Espetacular, como sempre. Tudo na conta do cliente, uma maravilha.
Ao invés de jantar, ontem preferi dar uma saída e comer algo diferente: um baguncinha. Só os cuiabanos, ou quem já os visitou, sabe o que é isso. É um tipo de x-tudo, só que bagunçado e bem mais gordurento. Uma delícia.
Hoje vou encerrar a estadia assim que sair daqui do trabalho, que minha vó já está me esperando com uma fornada de pão caseiro pra mim "D
Táxi, sempre. Como diria a Malú, é a invenção do século. Seguindo esta linha de raciocínio, a segunda invenção do século é o recibo que a gente encaminha pra empresa pra poder ser ressarcido.
Mas o que eu queria comentar é sobre os taxistas. Ontem uma mocinha me trouxe do hotel até aqui. Isso só tinha acontecido uma vez, faz tempo, quando uma senhora gordona me levou do aeroporto até a casa dos meus pais. Os tempos são mesmo outros.
Uma coisa que não muda são os assuntos: clima, motivo da viagem, data de retorno e o excesso de mulherada da cidade [não necessariamente nesta ordem].
Toda santa vez um taxista puxa assunto sobre mulherada. Fazem isso por pra poder contar que comem todas as passageiras e, por isso, são fodões-superiores. Um saco!
O de hoje de manhã não se contentou em dizer que comeu uma juíza esta madrugada, e começou a discursar sobre suas teorias hoje-em-dia-não-dá-pra-casar. E vocês tinham que ver a pinta do gordo-babacão que tava contando isso tudo. Acho que nem puta de estrada topava dar pra ele. Tudo bem.
Tudo bem uma ova.
Em certa altura do assunto ele me perguntou se tinha muita mulherada lá no hotel [sim, há] e se eu já tava comendo alguma delas [não, não estou]. Até aí tudo bem, não fosse o tonzinho arrogante com que ficava falando deixa-de-ser-besta comigo. Fiquei com vontade de esnobá-lo, mas não seria engraçado. Aí eu lhe disse: "Cara, pra quem gosta de mulher deve ser uma beleza mesmo." Pronto, foi o suficiente pra ele emudecer e voltar pra dentro da casa de caramujo dele. Segui todo o restante do trajeto com aquele sorrisinho de Ué-falei-algo-de-errado? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Pra evitar novo chá de cadeira, ontem deixei agendada a reunião com o pessoal da TI ás 9 horas, que eu prefiro terminar logo o trabalho pra voltar o quanto antes pro hotel, encerrar a estadia e levar meus panim-di-bunda pra casa da vó. Tá.
Mas vocês acham que adiantou? Que nada. Hoje tomei um chá de cadeira de 45 minutos. Tudo bem.
A reunião foi tranquila, basicamente um bate-papo onde falei quase o tempo todo, afinal é esse o meu trabalho.
Agora tá na hora do almoço mas resolvi não voltar pro hotel. Fiquei por aqui e comi uma porcaria qualquer.
A primeira impressão não foi das melhores.
Meu tio me deixou ás 7 e meia lá no hotel. Tomei um banho apressado, fiquei puto com a roupa toda amarrotada dentro da mala, desci e tomei café correndo, fiquei puto de novo porque esqueci de trazer pasta e escova dental, e subi no primeiro táxi que achei na reta.
Oito e meia e eu lindo, másculo e elegante na portinha aqui do cliente.
Toc toc.
...
Toc toc!
...
Toc TOC!!
...
TOC TOC TOC!!!!!
Então, dei com a porta na cara. Tudo bem.
Teve uma mocinha que me informou que o pessoal chegaria ás 9 e meia. Beleza.
Desci e fiquei fazendo pose, em frente ao prédio, como se fosse um mega-uber-empresário, estressado, com um note na mochila em um ombro só, falando no celular, e fumando nervosamente. Tudo pose, é claro.
Aí chegaram.
A usuária ultra-master passou por mim e, sabendo que eu viria hoje, imaginou que fosse eu. Subiu sem falar comigo e em seguida interfonou pra portaria, perguntando se eu, Gustavo, estava lá. Sim, eu estava. Me mandaram subir.
Ela é tão legal! É bacana descobrir que usuários e e-mails possuem rosto. Principalmente um rosto amigável como o dela.
Tomamos cafezinho, conversamos amenidades, chegaram outros usuários, me cumprimentaram animadamente [afinal eu sou o cara que resolve toooodos os problemas deles], tomamos café, rimos de besteiras, falamos do clima daqui e de Brasília, aquela coisa bem Programa Do Jô, e quando o papo já tava ficando massa alguém lembrou que tínhamos que trabalhar. Chato!
Mas foi legal, até isso. Fiquei com um usuário, ele me mostrando uns probleminhas a serem corrigidos, solicitando umas alterações. Nada sério, nada difícil.
Aí fui almoçar, comi feito um porco, saí pra comprar a bendita pasta e a escova dental, e voltei pra cá [haja táxi pra ficar pra lá e pra cá], podre de sono.
Consegui colocar meu micro na rede, dei uma navegada básica, li os jornais, os emails, mandei alguns outros, e agora tô fazendo uma pausinha, escrevendo esse post.
Vou ali fumar um e voltamos a qualquer momento com a cobertura completa desta extraordinária viagem de negócios.
A recepção foi muito boa.
Não haviam fãs, faixas, cartazes nem fitinhas com meu nome, mas meu tio foi me buscar. Mesmo assim achei bom. É gostoso sentir minha vida particular preservada da curiosidade da mídia.
Meu tio e a família dele são muito legais. De longe são os parentes de quem eu mais gosto, e os únicos da categoria que desfrutam do meu amor nessa vida.
Cheguei lá, já tardão porque o vôo atrasou 1 hora, e a primaiada me recebeu empolgadamente. Minha tia, querida tia Mariza, me deu um abraço tão gostoso, desses de tia-mãe, sabe qualé? Bebericamos umas cervejinhas, fumamos dentro de casa [alguém aí tem o privilégio de fazer isso? Não, né? Discurpe, eu posso!], e comemos uma iguaria muito rara, sofisticada e saborosíssima: pão com lingüiça. De sobremesa, bolo de milho.
Depois fui dormir já meio tontinho, numa cama limpinha, lençol gostoso e cobertor quentinho.
Tá vendo porque eu amo tanto essa gente? Eles são foda, viu!
Pena que meus vizinhos de poltrona não tão muito afim de papo. O do corredor, um senhor, ouvindo música [daquela programação que não muda nunca] e o do meio, um garoto, lendo atentamente um livro [deve ser Harry Potter]. Como eu não tenho com quem conversar, vocês que agüentem os meus textos altamente construtivos.
Vejamos, o que eu tenho de relevante pra contar aqui?
Ah tá. Então, eu tô indo pra Cuiabá, eu já disse né? Mas não quero falar disso não.
Poderia falar da Valéria, em como estou empolgado com o namoro, mas depois dos vacilos que cometi falando do cabelo dela pra ela mesmo, melhor poupar novos aborrecimentos hehehe. Afinal, quem tem namorada, tem medo.
No trabalho tudo normal. Nada demais, nada demenos.
Mudei de idéia, vou falar dessa viagem. Mas não da parte do trabalho, que vai ser amanhã e sexta-feira. A parte do final de semana, que passarei com meus tios e avós.
Toda vez que vou pra Cuiabá, mesmo que a trabalho, mesmo que chegue às 8 e vá embora às 19h, tenho que passar lá na casa do pessoal e ver todo mundo, tomar a bênção, essas coisas de famílias conservadoras.
Desta vez a novidade é que terei um final de semana todinho pra curtir com eles. O foda é que tá frio por lá, o que provavelmente é uma novidade maior do que a que acabei de citar.
Também vou ligar pra um pessoal de lá e que eu conheci em Goiânia, na mesma festa de casamento em que conheci a Valéria. Tem um povo muito animado, de amigos e da família do noivo, que topam qualquer butecada.
Domingo de noite tô embarcando de volta.
Tô aqui, bonitinho e cheiroso, dentro da aeronave. Confortavelmente [assim, na janela, né!] embarcado.
O comandante acaba de anunciar que, por motivo de mudança do vento [como assim?], teremos um atraso de mais ou menos 1 hora. É que tem mais 7 aeronaves pra decolar na nossa frente.
Já tem gente dando um piti aqui dentro. Esse povo não tem noção do que é, por exemplo, um ônibus quebrado, no meio do nada, depois de 15 horas de viagem, e faltando mais 8 pra chegada no destino. Mereciam, sem sanduba de mortadela nem nada, ganhar uma passagem de Natal a Porto Alegre, num busão convencional, daqueles que as janelas podem ser abertas pra entrar um arzinho [hahahaha].
Desde que vim pra Cuiabá tenho escrito umas coisinhas e deixei pra publicar tudo agora. Agradecemos a compreensão.
| 0
[Depois que eu aprendi a usar a palavra pocesso ao invés de puto, me tornei um moço ainda mais polido - outra do meu vocabulário novo.]
O que você pensa a respeito dos legisladores que estabeleceram que o prejuízo dos bancos [incluindo roubos] devem ser repassados aos contribuintes?
Sim, isso mesmo, são um bando de cornos-filhos-da-puta-vão-se-foder.
Como vocês podem ver, há mais palavras que eu preciso aprender pra ser cada vez mais bem educadinho.
Olha isso!!
[Aviso amigo: é uma foto de uma obra de arte composta pelo corpo do feto de uma ave e pela cabeça de um feto hu-ma-no. Tá. Agora se quiser, vai lá.]
Lavar e passar duas calças, a seco, custa quase 17 reais.
E graças a posts como este, a blogosfera torna-se um lugar bem melhor pra se viver.
Hoje de noite vou pra Cuiabá, a trabalho.
Quinta e sexta pra cumprir uma agenda tranquila. Praticamente um passeio.
Vai rolar um lance interessante: conhecer usuários que eu só conheço por e-mail e telefone.
Pedi meu vôo de volta pro domingo, e assim passo o fim de semana com meus parentes-tios-primos-e-avó.
Detalhe sórdido: está friiiio em Cuiabá. Dá pra acreditar?
Foi só eu abrir o bico pra meter o pau no programa da Elianta dos Dedinhos que o Magno Dalmo publicou uma parada muito muito parecida ao que eu disse aqui, no domingo, em primeira mão, enquanto assistia a estréia do Tudo é Possível.
Veja bem, a gente critica o programa, e não a Elianta.
Pra quem não tiver saco de ler a critica dele e nem a minha, olha os comentários comuns:
Ao final, o rapaz se decidiu pela primeira sogra, mas, tentando ser gentil também com a terceira, conseguiu a proeza de, com a mesma frase, fazer um elogio pessoal e uma ofensa coletiva: "Rita é uma mãe diferente: uma mãe que tem corpo bonito".
O grande mico do programa foi o quadro "Avós do Brasil", em que pessoas da terceira idade exibem habilidades artísticas, e cuja atração foi uma senhora oriental de 79 anos, faixa preta de caratê. De início Eliana tentou entrevistá-la, mas, como uma não entendia muito bem a outra, a apresentadora optou por compor trocadilhos pouco inspirados com a palavra catá (sequência de golpes que compõem uma luta imaginária).
Para piorar, após sua apresentação no palco do programa, a senhora teve de enfrentar a despropositada avaliação de um júri infantil. Com a teatral espontaneidade comum a crianças de TV, elas fizeram comentários "espirituosos" e concederam cada uma, à veneranda carateca, o prêmio máximo de três "medalhas" conversíveis em dinheiro, a 50 reais a unidade.
No geral, o programa esteve muito "travado", provavelmente por ser gravado e não ao vivo.
É como eu sempre digo: a sorte dela é que ela é bonita. | 1
Se hoje houvesse uma eleição pra alguém que tenha que dominar o mundo, o da TV pelo menos, eu escolhia a Regina Casé.
To vendo aqui esse quadro dela, entrevistando crianças no Fantástico.
Ela é fabulosa. Simplesmente magnífica.
Eu amo a Regina Casé. A Valéria que me desculpe.
Fodeu.
Tava lendo ali nas MM que a Dove trouxe pro Brasil uma campanha com um apelo publicitário inédito aqui na terrinha.
Pegaram umas gordinhas ajeitadas, da coxa firme, e que usam cremes pra enrijecer as coisas todas e tal. Muito bacaca, a mulherada se identifica, o egão fica beleza e as vendas são um sucesso.
Até comentei por lá que acho que essa campanha vai abrir uma frente de novas campanhas no mesmo estilo.
Imaginem:
- Um bar, daqueles no melhor estilo pé-sujo-de-esquina, sem charme, sem decoração nem nada, com uns tios quarentões barrigudos-divorciados, reclamando da filha mãe-solteira, do filho metido com bagulho por causa das más companhias ou da patroa ingrata que lhe deu o pé ou tá com problemas de saúde, já vermelho de tanto álcool no sangue [que parece querer fugir pelos poros da usina de cana que o figura se tornou], pegando um copo de Skol e piscando pra piranha que faz completa por 15 real que lhe abre um sorriso amplo, amarelo e cheio de falhas, e aí corta pra uma garrafa suadinha de tão gelada, aquela coisa apetitosa de se ver. Pense! Eu até parava de comprar latinhas só pra ter aquela garrafa sagrada com o líquido fundamental que alivia os meus problemas.
- Um hospital, daqueles bonitos, de primeiro mundo, com médicos e enfermeiras modelos, indo pra lá e pra cá, atendendo atenciosamente dezenas de enfermos. Corta pra um daqueles pátios internos dos hospitais, que só os funcionários têm acesso, onde um grupo de outros médicos e enfermeiras conversam animadamente enquanto fumam Marlboro. Aí chega um lindo casal que já tinha aparecido na primeira cena acompanhando um paciente até a saída do hospital e, com aquele ar de alívio, retiram de seus bolsos um maço de Marlboro e um acende o cigarro do outro. A era do cowboy já era [até porque ele mesmo já morreu de câncer no pulmão]! Nenhum pneumologista resistiria ao apelo.
- Propaganda de carro. Vender automóveis pra quem faz trilha, leva uma vida aventureira ou viaja com família grande é coisa do passado. Agora a onda é fazer propagandas pra gente que passa horas congestionado num trânsito infernalmente caótico.
- Coca-Cola? Vixe, essa é difícil, os putos já fizeram de tudo. Só falta fazer propaganda mostrando amantes de fisting usando as garrafas pet pra seus propósitos sexuais.
E aí, é ou não uma nova era?
Ontem estive em Goiânia e hoje estou com aquele semblante de gente que aparenta não ter problemas na vida. Ai ai...
Acordei cedo [6 e meia] pra pegar o busão das 8, e cheguei ás 11. Ela já me esperava, toda linda, num macacaozinho verde que muito contribuiu pra minha insônia [e não só a insônia] desta madrugada.
Almoçamos no Aroeira [conhece, Nelson?], com som ao vivo, boa comida e atendimento questionável [o garçom queria que a gente privilegiasse o self-service ao invés do a la carte]. O garçom se aproxima e oferece bebidas, vc escolhe e solicita o cardápio, e aí o imergúmeno tasca essa: "Olha, o nosso sistema é serve-self". Você, indignado, questiona: "Mas não ter serviço a la carte?" e ele ameaça: "Tem, mas demora!". Vai ver a gente não tava conseguindo esconder a cara de mortos de fome.
Em certo ponto da refeição [carne de sol na chapa, com mandioca, farofa e arroz], quando já degustávamos o cafezinho e eu me preparava para ir pra casa dela [visitar os sogros e tal], eis que ela deixa escapar que tinha preparado uma gelatina pra mim e, por isso, já tava passando de bom. Pois é, foi difícil engolir essa.
Mais tarde, já na casa do seu Santos, namorico pra lá, namorico pra lá, e eu disse que queria vê-la, um dia, sem escova/chapinha. Pra quê?! Moço, que pedido mais infeliz! Juro que a intenção era das melhores. A gatinha virou onça, aprontou um fuzuê, e ainda tentou jogar meus sogros contra mim, dizendo que eu teria dito que ela tem o cabelo ruim-bom-bril-pichaim.
Muitos deixa-disso-benzinho depois, fomos passear no shopping. Estava tumultuado demais e por isso fomos namoricar no Areião, um parque com macaquinhos desinibidos e atletas de fim de semana.
Antes de me deixar na rodoviária voltamos pra casa dela pra que eu, finalmente, provasse seus dotes culinários [a gelatina e a mousse das visitas anteriores não contam]. Jantamos pães de queijo que ela preparou, e estavam ótimos. Mas eu já avisei: se foi uma tentativa de me pegar pelo estômago, ela precisa ser mais ofensiva e me oferecer uma macarronada com frango assado "D
Como diria a Regina Duarte: o que é a gente se sentir apaixonado, né minha gente?
Com o sucesso da rapaziada do Pânico na TV, da Rede TV!, toda hora me vejo obrigado a ler o nome desta emissora.
Acontece que tem um ponto de exclamação lá, no final do nome. Que complexo isso. Toda vez que vou ler Rede TV! perco o ritmo da leitura, um transtorno. Alguém poderia ter escolhido um nome mais infeliz pra essa porra?
Tô aqui em casa, tomando uma latinha que eu achei no fundo de uma gaveta da geladeira e parecia estar esquecida [escondida?], liguei a TV e peguei meu note pra contar o dia de ontem [com a Valéria], mas mudei de idéia.
A TV tá sintonizada na Record, e tá passando um programa da Eliana Dos Dedinhos. Num formato novo, ela com um cabelão de estrela pornô e as coxonas de fora, apresenta um quadro que se chama Tudo é Possível. O lance é que arranjaram um ator-modelo-manequim de 19 anos, solteiro, que procura pretendentes [me engana que eu gosto!]. Ok. Aí o tal do quadro providenciou 3 gurias pra ele conhecer. Só que primeiro ele vai conhecer as respectivas-e-digníssimas sogras, escolher a namorada fundamentado pelas sogronas. Veja bem, ele vai escolher a guria conhecendo apenas sua santa mãezinha.
Pra resumir, segue a descrição de algumas cenas que eu nunca vou esquecer.
Sogra1 e genrinho com roupas da época, igualzinho nas novelas da concorrente só que mais tosco, passeando de charrete pelo centro de SP. UÓÓÓ. A Vó, digo, Sogra1, super extrovertida, daquelas que tá doida pra filha sair na Playboy [que a Sexy é indecente] e poder trocar o carro da família, um Passat 85, por um Corsinha 98. Ah sim, a filha é uma loira S3 [sonsa-sem-sal].
Sogra2 e genrinho passeando de helicóptero. Alguém pode imaginar situação mais corriqueira? Momento máximo quando a Sogra2 define a pópria filha como sendo exótica só porque ela não segue a ditadura da moda [imagine! quem diria que uma moça com 3 piercings na cara não é exótica?]. O moço achou o comentário estranho. Na verdade a pobre moça é dentuça e tem risada esquisita. Pensando bem, ela é exótica [feia] mesmo.
Sogra3 e genrinho a la cowbói-da-novela-das-8. Se eu fosse ele comia a Sogra3. Velhona enxuta, do cangote cheiroso [que foi oferecido ao honrado genrinho] e com piercing no umbigo. Total os dois dançando num bailão. A velha encaixa bem. A filha é sem graça, eu pegava a mãe dela.
E os diálogos? Mais espontâneos impossível. Vale pras 3 sogronas. Acho até que já estão prontas pra integrar o elento de Malhação.
Antes do moço dar o veredicto, Eloirana invoca uma apresentação do Latino. Nesse instante a Eliana tá aprendendo uns passinhos com o cantor e tá quase mostrando a calcinha.
Agora vemos uma brilhante apresentação duma vó [setenta e lá vai pau de anos] apresentando um catá [do caratê]. E a vaca da Eliana quebrando a concentração da vó [dona Tereza] pra quebrar umas telhas de barro e umas ripas de madeira.
Olha que fofinho!! Agora 4 pirralhos do elento da Record dando de 1 a 3 medalhas pra dona Tereza. Merecidamente ela ganhou 12 medalhas da capetada e, ufa, fiquei tão aliviado. Que situação mais tensa!
Agora outro quadro tosco: um casal no palco, o maridão sentado numa poltrona fodona, a esposa num sofá com a Eliana tendo que adivinhar as respostas do maridão pra questões sobre o relacionamento deles [a importancia do sexo, o tamanho do soutien da esposa, quem sofreria mais se o relacionamento acabasse, etc]. Começam com 2000 reais e a cada resposta errada perdem 400 reais e a Outra [uma gostosona-provocante-semi-nua] em pé, do lado dele, faz um carinho escolhido em envelopes [a tecnologia sempre presente nos programas de auditório] pela esposa. Deu pra entender? Até este instante já erraram 3 respostas, o moço ganhou 3 carinhos [2 beijos na nuca e uma alisada na cintura dela] da Outra, e a esposa tá arara-da-vida. O quadro chama Prova de Amor e o melhor é a cara da Eliana-Apresentadora, pocessa com a Outra exagerando nos carinhos no marido-que-nem-é-dela.
Agora voltamos ao dilema do Murilo, o mocinho que vai escolher a foda de hoje baseado nas sogras. Eliana chama sogra por sogra ao palco e faz perguntas inusitadas, como: "Por que vc passou perfume da sua filha na sua nuca e ofereceu pro rapaz cafungar?". A resposta foi "A gente temos que usaR de todas as aRmas" [sabe aquele sotaque de Araraquara?]. Mãe de respeito é isso aí.
[Pausa pra merchandising de câmera digital. Sucks]
...
[Ainda o fucking-merchandising.]
...
[Intervalo. Ela é uma puta mesmo!]
E na Globo o enojante Criança Esperança. Só dá pra assistir pela Angélica [quem diria que foi mãe há poucos meses, heim?].
E a Valéria preocupada com o fato de eu fumar. Ela devia era me pedir pra nunca mais assistir TV.
Eu devia mudar de profissão e ser crítico de TV. A revolução seria uma questão de sobrevivencia.
[Acabou o intervalo]
Tá passando uns clipes sobre cada filhona, pro público conhecer as gurias. Aquela coisa idade-profissão-altura-livro-que-já-leu-música-preferida. As moças ainda não estão no palco.
O moço tá no palco sendo entrevistado pela Elindana. Acho que ela tá doida pra comer o rapaz.
Ele dá uma opinião sobre cada sogra. Todas são maravilhosas, segundo ele [ah, mas a Sogra3 é a campeã]. As moças ainda não estão no palco.
Neste instante ele acabou de se complicar, foi vaiado pela platéia, pq fez um elogio pro corpão da Sogra3. A platéia não sabe de nada mesmo, o elogio foi merecido.
Elianta está fazendo considerações filosóficas que eu não consigo transcrever.
Ele começa a dizer quem ele não escolheu e acaba de recusar a filha da Sogra3 [felizmente, pq a sogra é muito melhor]. O argumento dele foi que a Sogra3 não deu caracteristicas suficientes pra ele escolher a filha dela. É claro, a velha ficou se roçando nele o tempo todo! A filha há de ser uma vaca. A pobre da sem-graça entra no palco e dá um beijo no rosto do rapaz. Melhor que nada, né? Justo agora que todo mundo na escola dela vai saber que a mãe dela tem piercing no umbigo [sem contar aquele sotaque de Vera Holtz].
Agora ele acabou de recusar aquela que é exótica. Cabra de sorte! HAHAHAHA A Exótica em questão entrou no palco arrasando, quase fazendo strip hahahaha. Tadinha, pena que ela é dentuça.
Ou seja, ele ficou a loira-filha-da-Sogra1. De fato a melhor escolha. Tá dizendo que se divertiu no passeio-de-época, apesar de ter achado que ia ser um saco. Arrancou risadas da platéia dizendo que a Sogra1 [marketeira aposentada, mas ainda tem a manha, viu?] não parava de falar.
Lívia, a loira S3, vai entrar no palco. O guri tá com cara de bobo. A menina é gata apesar do queixo obtuso. Ela tem 18 anos e só namorou sério uma vez. Ele disse que nunca namorou [ó, novidade!]. Sogra1 acaba de dizer que ele está aprovado. Platéia aclamando beijo do casalsinho teen. A Livia não quer, disse que quer sair e conhecê-lo melhor. Vaca quando resolve fazer cú-doce é uma bosta.
Acesse o site da Record e descubra como participar do pograma. :D
Semana que vem uma moça vai sair com 3 sogros, dar pros 3, e aí escolher qual o filhão que vai enrabá-la.
Ah, faça-me o favor!
Eu bem queria que esse editor de texto do MT fosse daqueles que a gente edita o post como se fosse no Word. Tem um nome pra isso mas eu esqueci agora.
Como é que ninguém pensou [pensou?] nisso antes?
Meu chefe me disse que amanhã quer levar um papo comigo, na primeira hora.
Hoje ele foi numa reunião em um cliente nosso, e estou pressentindo que tem algo a ver com isso.
Algo me diz que amanhã será uma sexta-feira com possibilidades de chuva.
Tem gente que, não feliz em te invejar e ficar agourando a sua feliz vidinha normal, se dá ao trabalho de criar boatos maldosos a seu respeito.
Ontem a Tetê, uma amigona, me contou que dois casais de clientes, que eu achava que também eram meus amigos, logo depois que me conheceram teceram comentários maldosos a meu respeito. A maldade é que eu seria um filho-da-puta-cretino-muito-do-safado e estaria galanteando, afim de comer, suas honradas e horrorosas esposinhas obesas.
Diz pra mim: eu mereço? Ah, mereço! E te digo porquê: é pra eu largar de ser besta, mané, otário, e parar de pagar 10 contos a mais da conta quando me sentar na mesa de gente idiota assim, só pra brindar [eu mereço uma surra!] a amizade recém formada.
Vou te contar: não é fácil ser assim, bonito, inteligente, divertido, culto e bem-sucedido. A gente sofre!
Eu sou daquele tipo de gente que vai ao mercado e se diverte comprando algum produtozinho novo, lançamento, daquela marca que tá aparecendo na TV. Novidades, né? Dizem que isso é coisa de classe média [ainda chamam assim?]. Tá.
Aí que eu fui no mercado comprar pães e, como sempre, passei ali na seção de perfumaria. Sempre tem um creme de barbear diferente, um troço pra evitar perebas na cara, essas coisas fundamentais pra valorizar mais a minha exuberante, incomum e máscula beleza. E eu também estava precisando de sabonetes e cotonetes. Tá.
Aí, passando pelos shampoos, vi um da J&J, transparente, numa embalagem atraente [como de costume]. E também tinha um cartazão, chamando mais atenção pra novidade. Era impossível uma pessoa com R$ 6,99 no bolso não ter vontade de comprar. Essa raça de publicitários é foda. Tá.
Comprei. Não pelo apelo que acabei de descrever, mas é que tava escrito na embalagem que o produto lava e não deixa resíduos, olha que coisa mais bacana! E eu que nem sabia que os outros deixavam porcaria na minha cabeça! Ainda pensei: vai ver é esse monte de resíduos, deixados durante minhas duas lavagens diárias, que estão detonando meu já desgastado couro cabeludo. Tá.
Até fui tomar banho mais cedo. Aquela idéia de ter usado, durante quase 24 anos, shampoos que tinham deixado toneladas de resíduos nos meus charmosos de propositalmente despenteados fios estava me incomodando. Tá.
Entrei na água, molhei o corpo todo, curti a temperatura da água escorrendo pelo rosto e bla bla bla... aquela viadagem toda. Um ritual de prazer mais que merecido pra um rapazinho trabalhador como eu. Tá.
Aí chegou o momento de estreiar o produto. Abri a tampa [só a praticidade da tampa já vale os 7 contos], servi uma quantidade generosa na palma da mão, e dei uma cheirada. Tive engulhos de vômito. Pinho Sol é desodorante de vovó perto daquele troço. Tá.
Lembro de ter pensado: o que a gente não faz pra eliminar resíduos do cabelo, né? Até filosofei por alguns segundos sobre uma possível equivalência entre o amargor e benefícios medicinais do chá de Boldo. Uma coisa compensa a outra, deduzi. Fui adiante, molhei um pouco mais a cabeça e apliquei. Tá.
Durante a lavagem fui sentindo todos aqueles resíduos sendo implodidos como em uma guerra espacial inter-galáctica, os soldadinhos do produto transparente massacrando um exército de resíduos. Uma viagem! Tá.
Aí enxágüei [opa! a segunda vez que digito uma palavra com tremas em uma semana!!!] e já fui notando que os dedos não corriam facilmente pelos meus curtos fios. Achei estranho, mas mantive a calma e pensei: vai ver é preciso repetir a lavagem. Tá.
Repeti. Só que desta vez coloquei só um pinguinho [que a porra do produto custa caro!], esfreguei um pouquinho e rapidamente comecei a enxaguar [tem tremas aqui também? bom...], porque senti que cada vez mais era impossível meus dedos deslizarem sobre os fios molhados. Eu não estava entendendo! Fiz tudo tão direitinho... Tá.
Conclusão: aquela porra de papo furado de não deixa resíduos é o mais novo golpe á classe média, meu povo! Parecia que eu tava lavando meu cabelo com piche! A sorte da J&J é que eu sou um cidadão de bem e não vou perder meu tempo em algum programa de auditório, desses pra consumidores indignados, fazendo reclamações e expelindo meu vasto vocabulário de baixo calão. Mas recomendo: NÃO COMPRE!
Se você leu isso tudo só pra me ouvir contar uma historinha sobre uma bosta de um xampú [aquela merda não merece ser tratada com ch e dois o´s], meu amigo, vai ali e compra um livrinho de auto-ajuda e leia com urgência.
Assim não dá.
Quando tô apaixonado eu fico romântico, enxergando beleza e poesia até no blog do Sérgio.
Pro seu bem, caro leitor, ao acessar este blog não permaneça mais do que 30 segundos e evite o risco de melecar seu teclado com tanta doçura.
Confesso que já cuspi pra cima, dizendo que nunca namoraria à distância e que relacionamentos assim não duram.
E é por isso que tô contando as horas pro sábado chegar e eu ver minha gatinha, lá em Goiânia "D
Pois é, caiu na testa.
Nunca queira ser meu vizinho de apartamento. Eu incomodo.
Quando chego do trabalho e pego o apartamento vazio, ligo o som no último volume e fico dançando em frente ao espelho como se fosse um daqueles caras que dançam em gaiolas, simulando a dança do acasalamento, em boates de gente descolada,
Foda-se! Eu tô feliz. E você?
Eu sou virginiano, já viu, né?
E por isso eu tenho que tirar a camisa e dobrar antes de colocar no cesto [uma sacolona de plástico que me acompanha desde que cheguei em Brasília] de roupas sujas.
Não adianta pedir, não tem jeito. Eu não mudo.
Ninguém é perfeito. Nem eu.
Ouvi dizer que existe um espelho anti-embaçante.
Eu preciso de um desses.
Quantos que custa um desses, heim tio?
Fui tomar um banho e estava reparando...
Não, não, não... não pode ser coincidência! | 1
Hoje um analista chegou cedinho, antes das 6, aqui na empresa pra colocar no ar uma nova versão pro sistema de comentários de um blog-temômetro-da-crise-política-no-PT. Lógico que deu pau porque o fornecedor da hospedagem não forneceu um ambiente de homologação, e agora o cliente tá pocesso com a agência de comunicação e internet, responsável pela reestruturação do portal [aquilo não é mais blog] e cuja implementação é da nossa singela empresa.
O motivo pelo qual a atualização não está funcionando é, simplesmente, uma questão de incompatibilidade de versões do TomCat [o servidor de aplicações JAVA lá no host] entre produção e aqui no ambiente de desenvolvimento [o TomCat da produção é uma versão mais recente].
Dito tudo isso, acredito que consegui contextualizar a coisa toda. É que o ponto da discussão é: por que os produtos para JAVA são tão ruins?
Veja uma breve discussão, na miúda, que acabei de ter com o gerente:
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
esses esquemas que acho palha do java.
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
uma versao superior do servidor de aplicacao e tudo pára...
lupa ® 2.9.1 diz:
??
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
diferença de versão nao tem que cagar a aplicação, velho!
lupa ® 2.9.1 diz:
essas lib no jar do war do tomcat da bubônica do jdk do carai de asa, ne?
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
é.
lupa ® 2.9.1 diz:
pois é
lupa ® 2.9.1 diz:
cara... no final das contas java é igual microsoft: marketing bagarai
lupa ® 2.9.1 diz:
se é bom ou não é outra coisa
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
MUUUITO MARKETING.
lupa ® 2.9.1 diz:
só é gratis
<gog> gugagomes.com </gog> diz:
java é massa. a linguagem, o conceito.
os produtos em java, ou para java, é que são peba.
lupa ® 2.9.1 diz:
tem mais coisa peba
lupa ® 2.9.1 diz:
consome muito recurso
lupa ® 2.9.1 diz:
muita memória
lupa ® 2.9.1 diz:
arquitetura von neuman não é boa pra OO
E o cliente lá. Puuto-da-cara!
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Acabou o estágio de gerente [shockinho ou shock-clone como diria o Moriael]. O Agente X [ou Shock] retornou ao trabalho hoje, depois de três semanas de licença paternidade.
Foi muito interessante. Enquanto responsável pelo estabelecimento fui autuado, notificado e multado pela fiscalização fazendária aqui do DF, em um episódio que não chegou a arranhar o escândalo do mensalão mas abalou minhas estruturas. Também senti na pele a pressão de clientes e parceiros, tive que administrar situações que eu ainda não conhecia, um monte de decisões pra tomar, responsabilidades pra assumir e histórias pra contar.
Valeu pela experiência, fiquei muito feliz por tê-la recebido, e sei que contribuí o suficiente pra manter o bom andamento das coisas. Só estou precisando de um bom remédio pra reduzir a queda de cabelo, mas tudo bem :)
Deveria ser, né? Mas este fim de semana foi tão [mas tãaaao] ocioso que nem isso. Tudo o que fiz foi dormir, comer, dormir, beber, fumar e dormir de novo.
Ontem só dei uma saidinha pra ir, de bicão, no aniversário de uma amiga do Michel. Aliás, acabei bebendo mais chopes de vinho do que deveria e graças a isto ganhei uma ressacazinha que me incomodou durante quase toda a tarde de hoje.
Pensando bem, ontem eu também fui pescar no lago norte, com o Fábio, a Evelin e o Michel, e foi super legal. Fizemos churrasco, no melhor estilo farofeiros, e depois pescamos. Quer dizer, eles pescaram por eu não quis usar a vara do Fábio. Pois é, não soa bem falar coisas assim, e por isso a pesca esportiva é um esporte de depravados. Sim, sim, e sim. Já reparou? Você não consegue formular duas frases consecutivas sem mencionar vara, minhoca, enfiar a minhoca, segurar a vara, levar a vara, e outras expressões adjacentes. Nas primeiras duas horas de pescaria tudo é engraçado, depois enche o saco. Estou com um lado do rosto roxo, porque eu dormi no Sol, deitado no pierzinho. E nem pescamos grandes coisas: dois Tucunarés de 7,5kg, um Pintado de 12,3kg e quatro Pacus que somaram 16,8kg. As fotos eu fico devendo. Sinto muito.
Outra novidade é que a Valéria finalmente veio ler este blog e achou legalzinho. Ela é fonoaudióloga, leva uma vida normal, longe dessa nerdice que é a internet, e logo sacou que isso aqui é tipo um diário virtual. Aí, pelo telefone, ela me disse que finalmente sacou o quanto [e não é pouco] somos diferentes. Felizmente os opostos se atraem.
Como eu ia dizendo, o diabo tava de folga este fim de semana.